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ODE À CERVEJA

 

 

Belos campos sem abrigo,
Verdejantes vegetais.
As sementes do bom trigo,
Bem trajadas qual vestais

São despidas com capricho
Nas escolhas manuais.
O joio joga-se ao lixo,
Ficam bem especiais.

Assim fazem da semente
Excelente uma bebida.
E bebê-la é freqüente
Pelos que gostam da vida.

Muito leve ou encorpada,
Diurética e saudável
É servida bem gelada,
De sabor muito agradável.

Moderada no efeito
Seja clara ou escurecida,
Pra ninguém botar defeito
Vai ao copo esta bebida,

Lá na rua ou na praça
Branca espuma que sobeja.
Seu frescor ao copo embaça
Comemorar é o que enseja

Engoles goles, poesia
Meu amigo, ora veja:
O grande brinde de alegria
Que é beber nossa cerveja!
 

Jairo Pacheco Martins