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FOTOGRAFIA

(do livro “Mazela Poética”)

 

 

Não escrevo mais nada,

nem digo que não.

Na matinal madrugada

já nem faço questão.

Quero a fotografia

desta minha alegria

e com a foto na mão,

vejo a situação:

De pensar que fotógrafo

sempre existiria

a criar-me um cartão.

E vou mais para lá,

ele mais para cá

e a foto acolá

e se aperta o botão:

Flash! Vamos ver o que sai,

Pois a foto não trai:

E o que vejo na foto

Até nem me comove,

pois não se via o moto

que na vida me move.

 

Jairo Martins