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Somos baldes furados,
Debalde tentar não escorrer,
Assistimos nossa debacle.
Embalde afogados
Na ilusão de viver,
Insistimos na metrópole.
Balde ou ampulheta,
Os rios do corpo
Têm nascente e mar.
Pinga a vendeta
No balde do horto:
O coração ao pulsar.
(Jairo Martins) |