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Essa andança trôpega em meio às letras,
essa vã tentativa de trazer à grafia
o que bole no íntimo.
Esses olhos perdidos a olhar estrelas,
essa manhã intempestiva, a poesia,
o evolar-se do espírito.
Esse erro todo, cometido
pelo próprio medo de errar.
E esta ola (^) é o dito.
Essa mentira em que se torna o sentido
depois de nas palavras se espalhar,
e o que se ala é o mito.
Essa cortina, melhor deixar como está.
Essa sina assassina é sua própria punição
E não bale o bom cabrito.
Posto que a palavra é a pá
que cavuca no poeta o coração,
então vale este grito.
Jairo Martins
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