|
1
Vai brejeira minha boca
No teu corpo a passear,
Já encontrando a tua louca
Para também me beijar.
Doces beijos bem molhados,
Nossas bocas tão unidas,
Línguas, lábios misturados
Com paixões incandescidas.
No pescoço as mordidas
Deixam pele bem crispada
E gemidos de voz rouca.
Na orelha são lambidas
As respostas que a amada
Diz com sua linda boca.
2
Lindos seios com mamilos
Em volúpia encrespados,
Sugo a fonte dos sigilos
De nós dois apaixonados.
São colinas ondulantes
Tuas nádegas e cochas
Que com beijos abundantes
Umedeço e te afrouxas.
E intenso é o deleite
Que me leva ao delírio,
O teu revide amoroso
Pois tu pedes que eu me deite
E aumentas nosso idílio
Com teu beijo mais gostoso
3
Quase que inconscientes
Pela estrada destes beijos
Que seguimos tão ardentes,
Vêm ao fogo mais lampejos.
Doadores e doados,
Entre nós não há barganhas,
Muito menos há pecados:
Nossas bocas beijam entranhas.
É total nosso calor,
É completa a união,
Tudo em nós agora é único.
Eros é possuidor,
Tem o nosso coração,
Nosso corpo agora é lúdico.
4
Linda estrada infinita
E seguimos cavalgando.
Nosso ser todo se agita,
Vai então se entrelaçando.
Nós num só nos convertendo,
Secreções multiplicando,
Algo em nós se derretendo,
Dentro a alma se lavando...
Vertem lágrimas os olhos,
Nossa pele é só suor,
Vem nos corpos um espasmo...
Noutras partes outros óleos,
Muco e esperma, um mar maior,
Mergulhamos no orgasmo!
Jairo Martins
|