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O banco é um cofre
Alugado a você.
Ele guarda os seus cobres,
Depois cobra de você.
Seu dinheiro garantido
Para outro é emprestado
E o lucro conseguido
É do banco, está falado.
E o banco lhe convence
A fazer aplicação.
Aí rende e o prazo vence,
Em cima vem a taxação
Colocar dinheiro em banco
Gesto meio idiota,
Pois o lucro que é tanto
É do banco, este agiota.
Você chega e deposita,
Logo o banco guarda tudo.
Mas o banco não hesita:
Vá sacar, ele está mudo.
Ele então lhe oferece
Um cartão que é mundial,
Que de pronto lhe parece
A garantia ser total.
Mas o banco joga duro
Quando dá a garantia,
Cobra a taxa do seguro
E já lhe corta outra fatia.
Ao usar o tal cartão,
Você pensa que é seu,
Você é mais um peão,
Para o banco é que valeu.
Lá na loja, bateu senha,
Sai dinheiro de sua conta,
Mas o banco não se empenha,
Para a loja ele apronta:
Fica mais uns muitos dias
Trabalhando com dinheiro
E quem vendeu mercadorias
Não vai ver valor inteiro.
Pois a tal da maquininha
Lá na loja funcionando,
Também custa uma taxinha
Que o banco vai cobrando.
E você e o seu dinheiro,
Mais cartão que até é pago,
Trabalharam pro banqueiro
Que de rir até está gago!
Jairo Pacheco Martins
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