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POEMA-CRÍTICA

 

Seja poesia água benta em noss'alma,
Sejamos balaios dessa calma escorrendo pela vida,
Ateando luz, apagando fogo de ferida.

E a palavra, mesmo que adaga seja,
cinja-nos de verdades que nos façam sonhar
com poemas de acordar.

Felicidade escape à utopia, venha a ser alvitre interno.
O coração mais terno, avesso à subserviência.
Por experiência, o cão mais manso
estraçalhe a dentes as correntes de quem o pensa propriedade.
Ao sopro, ventarolas as árvores, para outras multi-flores.

Assim, há que voar, caminhar e mergulhar para a mítica,
Porém, veraz, arder e urdir no fogo e na luz.
E o poema aqui se reduz na palavra CRÍTICA.

Sim, porque a destinatários díspares,
Vai trajado de impaciência como vértice,
andrajado em decepção como vórtice,
instando àlguns deles que acordem,
implorando a outros que desistam.
Pois que a poluição parece que a tudo atacou neste planeta.
A sons, ares, luzes, terras e águas não lhe basta a vendeta.
Migra aos neurônios, às psiquês, aos ozônios; ô zona! 
E avança peremptória também sobre a literatura,
sabe-se lá por que estros! 
Mendaz, espalhando agrura, perante o pasmo de uns encontra viço,
é pasto comum a simplórios;
medra através de literatiços, mas gera revolta em alguns.

Absolvência a conservadorismos, e, de um salto, a modernismos, de outro maior, aos etc. Nunca houve mesmo escopo salutar à palavra, haja vista nela mesma a constante proposta à transgressão.

Mas a própria natureza sempre tratou de seleção, tangendo à excelência desde amebas a quadrúpedes e bípedes.
Mas títeres não!

Estatelada no papel, a palavra.
Esta tela dá mel. Palavra!


Jairo Pacheco Martins