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>> POEMAS DE NATAL <<

 

 UMA LUZ

Hoje é teu dia, meu Jesus, hoje é teu dia!
Salve o Rei! Dono dos dias que foram e virão.

Hoje é teu dia, minha Luz, hoje é teu dia!
Salve o Rei! Dono de toda Iluminação!

Hoje é teu dia, meu Senhor, hoje é teu dia!
Salve o Rei! Dono do meu coração!

Eis aí porque cantam os pássaros,
florescem as plantas e descem as águas.
Eis aí porque a mais profunda das sabedorias
torna-se vã sem a imaginação.
Eis aí o moto, o princípio, o destino
e também o porquê da brevidade das coisas.
Eis aí o que nada na seiva das árvores,
circula em nosso sangue e corre nos rios.
Eis a perene chuva de venturas
que jamais estanca!
Eis aí a Vida, a Verdade e a Luz!
Eis a simplicidade do milagre,
a morte do relógio e o fim das distâncias.

Eis JESUS!

 

Jairo Martins

 

 

CORO DE NATAL

Eis que surge o período natalino
e sei lá o porquê,
tudo se parece mais divino,
como se divino já não fosse desde o nascer.
O coração daqueles desesperados a andarem nas ruas
exala olor de condescendência, tolerância.
Há uma secreta esperança
nas pegadas dos passos apressados.
Os civilizados cobrem de “luzinhas”
as eiras das coisas citadinas e então,
olhos cheios de reflexos da iluminação,
esquecem o sem nexo que são.
Outro dia mais... E é NATAL!
Mas no outro dia, não.
Não faz mal...

Eis que caminha um cão faceiro
pelas ruas das estradas sob o canto das cigarras...
Abana o rabo por inteiro,
sorri às luzes e às farras...
Está feliz este animal!
Ele sabe o porquê que não sei.
Só sei que é Feliz NATAL!

Jairo Martins

 

 

 PLATAFORMA DE NATAL

Uma árvore enfeitada
Muitas luzes coloridas
Eis de novo a alvorada
Este bálsamo nas vidas

Dia ou noite festejados
No melhor das intenções
Já se ouvem os dobrados
Dos alegres carrilhões

Cantam alto as cigarras
Natureza que abre alas
Está chegando um Senhor

São depostas cimitarras
Cessam os tiros e as balas
Só dispara o Amor

Jairo Martins
 

 

DERRELIÇÃO

Chegou com fome na casa onde todos comiam
e não teve nenhum prato.
Chegou com sono na casa onde todos dormiam
e só viu pesadelos.
Chegou com sede na casa onde todos bebiam
e não recebeu nenhum cálice.
Chegou sujo, precisava de um banho.
E se banhavam e o achavam estranho
e lhe diziam: - Cale-se!
Chegou com frio e também disse apelos
e os que se aqueciam responderam:
- Não podemos atendê-lo!
E conservaram o mesmo acre de quem nunca se banhou.
Bateu nas casas onde todos estavam
e ninguém abriu suas portas...
E a fome que tinha fendeu a terra
em avalanches e terremotos.
Sua sede foi enxurrada que lavou casa de todos.
Seu frio, nevasca enregelando a tudo.
O grito de apelo os tornou mudos.
E seu sono os fez dormirem eternamente.
Sua sujeira empoeirou os costumes daqueles.
E as portas fechadas foram sua ausência...
E cresceu uma selva verde esperança.
E se formaram rios de água que lava vulcão.
E se endureceram as calotas polares.
E os sonhos foram todos de acordar.
E os costumes foram limpos
E as portas abertas...
Autor: talvez justamente o derrelito.
Não cometam este delito.

Jairo Martins


CRUZ DE PESCADOR

Poema alçado:
Havia mil ganchos a te dilacerarem a carne
e te esvaías em sangue.
Por isso, poema, foste suspenso.
Agora é contra-senso:
Ruas lavadas de vermelho,
ganchos que não mais te aparam
e corados que te esperam.
Poema içado:
Subiste como isca em anzóis divinos.
Agora, trotes e trutas aos alevinos.
Poema irado.
Tudo é conto de pescador!
Poema real:
Baleia que bole e engole, gole a gole,
a prole pela boca mole da esperança.
Poema a fim:
Se assim, de tanta paz já foi capaz,
solta da cruz o rapaz,
só pra ver o que ele faz..!

Jairo Martins
 


AO ANIVERSARIANTE DO NATAL

Parabéns para ti Jesus, que carregaste a maior cruz.
Chego de mãos vazias e nada trago para te dar.
Esqueço os que têm fome, esqueço o teu calvário
E na noite do teu aniversário,
Passo a me banquetear.

Parabéns para ti Jesus, que nos deste a maior luz.
Chego cego e não posso te olhar.
Esqueço os que passam frio, esqueço um grande conselho
E para esta noite em frente ao espelho,
Fico a me embelezar.

Parabéns para ti Senhor, que nos deste o maior Amor.
Chego vazio sem saber te amar.
Esqueço os desabrigados, esqueço cheio o armário
E na noite de teu aniversário,
Fico a te procurar...

Tu estás num pedaço de pão
Que a um faminto eu der.
Tu estás no aperto de mão
De qualquer amigo que eu fizer.
Sei que estás no coração.
Encontrar-Te-ei quando puder...

Jairo Martins


25 de Dezembro


Hoje é teu dia, meu Jesus, hoje é teu dia!
Salve o Rei! Dono dos dias que foram e virão.
Hoje é teu dia, minha Luz, hoje é teu dia!
Salve o Rei! Dono de toda Iluminação!
Hoje é teu dia, meu Senhor, hoje é teu dia!
Salve o Rei! Dono do meu coração!
Eis aí porque cantam os pássaros,
florescem as plantas e descem as águas.
Eis aí porque a mais profunda das sabedorias
torna-se vã sem a imaginação.
Eis aí o moto, o princípio e o destino
e também o porquê da brevidade das coisas.
Eis aí o que nada na seiva das árvores,
circula em nosso sangue e corre nos rios.
Eis a perene chuva de venturas
que jamais estanca!
Eis aí a Vida, a Verdade e a Luz!
Eis a simplicidade do milagre,
a morte do relógio e o fim das distâncias.
Eis JESUS!

Jairo Martins
(poema escrito, em 1973)


NOITE DE NATAL

Obrigado, por teres me mostrado tua luz.
Obrigado, por fazeres de mim um de teus instrumentos.
Obrigado, por me fazeres sentir que o caminho és tu.
Obrigado, pela capacidade que me dás de te amar.

Fazei com que eu te ame cada vez mais,
Para que eu possa realizar tua vontade
E me tornar digno de ser tua ferramenta.

Quisera agora poder te ver.
Quem me dera a teu lado estar.
Mas sei que não é hora de morrer,
Existe muito no mundo a se consertar.

Sei que muito irei sofrer,
Sei que muito irei lutar.
Para na hora da morte então nascer
E nesse lugar tão alto chegar.

É preciso limpar a terra que está suja,
É preciso purificar toda alma perdida.
O teu ouro, na mão dos podres enferruja,
Mas a tua palavra há de ser ouvida.

Hoje, é a noIte de Natal.
E inteiramente à tua vontade me ponho.
Que seja infinito o amor universal,
Que se transforme em realidade este sonho:

Que nasças no coração de cada um.
Que existam a paz e a fraternidade.
Que o ódio neste mundo seja nenhum,
Que todos consigam alcançar a tua Verdade.
(poema escrito, em 1973)

Jairo Martins

 

 

N A T A em L's

Nova - mente
Ama incondicionalmente
Tudo e Todos.
Alma Limpa
Lava Lutas, Lutos.
Louca, Lúdica, Lúcida
Lega Leve Lugar.
Logo, Lobos de Lúcifer
Largam Levitações,
Levando ao Leite o Lodo,
Loas à Lei.

Jairo Martins

 

 

O NATALINO

Para segurar-se,
vale apegar-se-Lhe às canelas.
Para o saber,
analisar Seus conselhos,
quedar-se de joelhos pela razão deles.
Viver é levantar-se e segui-LO.

Jairo Martins


CRUZ DE PE(S)CADOR

Poema alçado:
Havia mil ganchos a te dilacerarem a carne
e te esvaías em sangue.
Por isso, poema, foste suspenso.
Agora é contra-senso:
Ruas lavadas de vermelho,
ganchos que não mais te aparam
e corados que te esperam.

Poema içado:
Subiste como isca em anzóis divinos.
Agora, trotes e trutas aos alevinos.

Poema irado.
Tudo é conto de pescador!

Poema real:
Baleia que bole e engole, gole a gole,
a prole pela boca mole da esperança.

Poema a fim:
Se assim, de tanta paz já foi capaz,
solta da cruz o rapaz,
só pra ver o que ele faz..!

Jairo Martins